sexta-feira, 29 de junho de 2018

VAI DEIXAR SAUDADES

Despedidas são sempre ruins. Por mais que você saiba que, um dia, elas têm que acontecer, é complicado. As pessoas chegam para aprender conosco, mas, como ninguém sabe tudo de nada, acabam, também, ensinando muita coisa.

E, quando, além da capacidade profissional e do empenho em aprender cada dia um pouco mais, criam-se laços de simpatia, aquele último dia que todos sabíamos que chegaria (se bem que chegou antes do tempo) torna-se ainda mais difícil.

Só nos resta esperar que, saindo do nosso convívio, a pessoa leve lembranças tão boas como as que deixou. E que os futuros colegas de profissão vivam momentos tão bons como as que ficaram aqui. Que Deus ilumine sempre seu caminho.

POSTURAS



Ao logo de nossas vidas, existem pontos de vista dos quais não abrimos nem podermos abrir mão. Valores morais, arraigados em nós desde o ventre materno e sobre os quais nossos pais e mestres nos orientam enquanto podem, esperando, evidentemente, que os mantenhamos pela vida inteira. Sao princípios.

Dentro desses princípios, porém, podemos ser um pouco flexíveis e mudar nossa postura ante determinadas situações. Alguns poderão dizer que é por conveniência. Pode até ser, pois o nosso sapato TAMBÉM aperta. Mas, além do nosso, podem existir outros sapatos que apertem demais e que, mudando um pouco nossa maneira de pensar e agir, podemos ajudar outras pessoas a caminharem melhor.

Quando se trata de política, religião (e futebol, como dizem alguns), não. Cada um tem sua maneira de pensar, e a prudência manda que, para evitarmos desavenças, não entremos em determinadas discussões.

Mas, quando se trata de saúde e do bem-estar de uma coletividade, é bom sairmos do casulo e ajudarmos, dentro das nossas possibilidades; principalmente, se já fomos ajudados (e muito).

Um ou outro arranhão, pode ser que venhamos a sofrer. Mas a turma da Saúde está do nosso lado. Por dever de ofício, sim. Se estivermos ao lado deles, mais ainda.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

PILHA FRACA


(Com os agradecimentos a Cleide Tavares, pela inspiração!)

Costumo gostar muito das coisas que Martha Medeiros escreve. Muita coisa qie ela diz, eu já tinha em mente. Outras, preciso aprender. Acabo de receber outro texto de sua autoria. Tirei um tempinho para a leitura e, depois, para um dedo de prosa comigo mesmo.

Ando muito chato para leitura. A informática consome muito a minha visão para eu me propor a comprar livros que acabarei não lendo por falta de...tempo mesmo. Na vida agitada que tenho hoje em dia, não cabem (infelizmente) algumas coisas que eu fazia (e amava) no passado. Para algumas delas, tenho teimado e achado algumas brechas. Para outras, tenho teimado em não achar (mas isso não me agrada). Do que eu fazia, em um dia, antigamente, hoje, preciso de uns quatro para dar conta.

(O pior é que) nunca me perguntaram "Você perdeu o prazer de ler?... de tocar?...de ir ao cinema?...Ao teatro?...." Não, eu não perdi o prazer. Perdi foi o pique mesmo. Das últimas quatro vezes em que tentei ver um filme, ir a um concerto, a um teatro (essa foi a pior), acabei pegando no sono. Considero isso um desrespeito a quem está ali na frente, mostrando todo o seu talento a um público que - presumivelmente - está ali para ver e admirar seu trabalho. Aí, vai um gordinho, que não enxerga bem, sentar na primeira fila e pega no sono? Eu ficaria irado. Imagino que alguns já tenham ficado. Melhor evitar. Triste...

Precisaria rever alguns conceitos. Não... Precisaria, mesmo, era tê-los revisto em outros tempos, para não ter que pensar nisso hoje. A vida ensina. Não aprendeu? Repete a cadeira. Mas esse já é outro papo.