quinta-feira, 28 de junho de 2018

PILHA FRACA


(Com os agradecimentos a Cleide Tavares, pela inspiração!)

Costumo gostar muito das coisas que Martha Medeiros escreve. Muita coisa qie ela diz, eu já tinha em mente. Outras, preciso aprender. Acabo de receber outro texto de sua autoria. Tirei um tempinho para a leitura e, depois, para um dedo de prosa comigo mesmo.

Ando muito chato para leitura. A informática consome muito a minha visão para eu me propor a comprar livros que acabarei não lendo por falta de...tempo mesmo. Na vida agitada que tenho hoje em dia, não cabem (infelizmente) algumas coisas que eu fazia (e amava) no passado. Para algumas delas, tenho teimado e achado algumas brechas. Para outras, tenho teimado em não achar (mas isso não me agrada). Do que eu fazia, em um dia, antigamente, hoje, preciso de uns quatro para dar conta.

(O pior é que) nunca me perguntaram "Você perdeu o prazer de ler?... de tocar?...de ir ao cinema?...Ao teatro?...." Não, eu não perdi o prazer. Perdi foi o pique mesmo. Das últimas quatro vezes em que tentei ver um filme, ir a um concerto, a um teatro (essa foi a pior), acabei pegando no sono. Considero isso um desrespeito a quem está ali na frente, mostrando todo o seu talento a um público que - presumivelmente - está ali para ver e admirar seu trabalho. Aí, vai um gordinho, que não enxerga bem, sentar na primeira fila e pega no sono? Eu ficaria irado. Imagino que alguns já tenham ficado. Melhor evitar. Triste...

Precisaria rever alguns conceitos. Não... Precisaria, mesmo, era tê-los revisto em outros tempos, para não ter que pensar nisso hoje. A vida ensina. Não aprendeu? Repete a cadeira. Mas esse já é outro papo.

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