O problema não é defender a inclusão, promover a acessibilidade ou conviver com a diversidade. O problema é você querer um país onde a vida seja possível para todos (e não apenas para os "diferentes").
Como a gente não sabe ainda, sequer, quem vai assumir o poder, a verdadeira batalha de agora teria que ser pelo direito de votar com acessibilidade garantida.
O que precisa haver, antes de tudo, são seções eleitorais em que nós, pessoas com deficiência, não precisemos subir quatro lances de escada para exercermos nossa cidadania.
Existem algumas categorias que já têm a preferência para votar: os eleitores com mais de 60 anos, os doentes, os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e as mulheres grávidas ou lactantes. Também têm prioridade candidatos, juízes eleitorais, promotores eleitorais, funcionários a serviço da Justiça Eleitoral e policiais militares em serviço. O ideal seria, no caso das pessoas com deficiência, que nos fosse garantido o exercício do voto em qualquer seção, mais próxima ao nosso local de moradia e /ou mais acessível. Isso, sim, deveria ser uma luta nossa. De quem será eleito, temos, sim, que cobrar políticas adequadas. Mas, sem o livre exercício do voto, nada disso tem utilidade.
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